Ruiva acobreada: tudo sobre a cor que faz a sua cabeça

Do hemisfério norte ao sul, o ruivo conquistou as celebridades e se tornou a cor sensação do momento. Sexy e perfeito para o inverno, os cabelos avermelhados são tendência e podem ser adotados por todas. Para peles morenas, é indicado o quase acaju, uma tonalidade mais quente. Já as peles claras pedem ruivos mais claros, quase dourados.

O ruivo vibrante pode ser adotado de forma parcial – mechas finas ou ombré ou então pode cobrir o cabelo todo. O ruivo acobreado pode ter, além de diferentes claridades, nuances e tons muito diferentes.

Se você quer chegar a um certo tom de ruivo, o cabelo precisa estar na cor base desejada (5, 6, 7, 8 ou 9). Caso seu cabelo não tenha essa cor base, são necessárias algumas etapas para chegar nela. Vejam só:

Cabelo virgem:

Cabelos virgens pegam cores com facilidade, com exceção de cabelos muito grossos e naturalmente escuros. Esses precisam de luzes ou coloração mais claras para chegar ao tom de primeira.

Cabelo loiro:

Os cabelos loiros já são claros (base 8, 9, 10), então qualquer coloração ruiva consegue atingir o tom certo nessa base. Dica: 60gr de 8.3 + 20gr de mix cobre + 90ml de OX de 20vl.

Cabelo pintado com castanho, vermelho cereja ou cores fantasia:

Lembra das cores das nossas bases para ruivos? É necessário conferir se o ruivo que a pessoa quer é mais claro do que a base atual do cabelo. Caso não esteja, será necessário fazer uma remoção de cor para retirar parte da pigmentação dos fios sem agredir e ajudar o cabelo a receber o ruivo acobreado. Imagine que o cabelo é um vermelho cereja com base 6.66 e você quer um ruivo acobreado 6.4. Neste caso, será necessária remoção de cor para que essa nuance 6.66 fique mais suave e o 6.4 consiga aparecer no cabelo.

Curiosidade – História das Ruivas

As mulheres ruivas, com suas peles claras e olhos azuis, não são capazes de despertar toda a luxúria e lascívia masculina? Mas nem sempre foi assim!

Na cultura medieval, as mulheres ruivas não eram vistas com bons olhos. Acreditava-se que os cabelos afogueados eram típicos de um comportamento intempestivo e perigoso, pouco desejável numa mulher.

Entre os povos germânicos, havia a crença de que os ruivos estavam ligados ao diabo e à bruxaria, atividade que era muito mal vista e violentamente combatida entre esses povos. Ainda na idade média, muitas vezes se crucificavam ruivos, pois um grande número de pessoas pensava se tratar de lobisomens. Na Romênia, berço do mito do vampirismo, os vampiros eram muitas vezes representados como possuidores de cabelos ruivos.

Durante a era vitoriana, perpetuava-se a repúdia aos cabelos ruivos, que, no entanto, eram muito apreciados e largamente retratados por diversos artistas pré-rafaelitas e pelos seus “herdeiros”, os estetas. Nesse período se torna clássica a representação da mulher ruiva de pele clara e olhos verdes os azuis.

Uma possível razão para a perseguição é a raridade: estima-se que entre apenas 1 e 2% da população mundial seja ruiva (o “gene ruivo”, chamado de melanocortina-1, tem cinco variações, mas é raro por ser recessivo). A maioria deles se concentra na Europa, principalmente na Escócia, onde são 13% da população.

Durante a Inquisição, nos séculos 15, 16 e 17, as ruivas passaram um mau bocado. A cor, associada ao mal, levou a Igreja Católica a persegui-las e condená-las como bruxas. Muitas foram à fogueira.

Mas foi nessa época que, após séculos associado ao mal, o vermelho conseguiu finalmente melhorar sua imagem. No século 17, a ruivíssima rainha Elizabeth I assumiu o trono inglês e ganhou a simpatia do povo – seus longos cabelos avermelhados viraram moda.

Deixe uma resposta